Hoje, vamos conhecer um pouco da história de Kambili, contada no livro Hibisco Roxo, e como o fanatismo transformou sua família. Essa leitura me fez entrar em uma espiral de reflexões e conexões com alguns aspectos da minha própria vida.

Hibisco Roxo
Este é um romance escrito por Chimamanda Ngozi Adichie, que conta a história de Kamibili e como o fanatismo religioso de seu pai, Eugene, aos poucos, destrói sua família e transforma a maneira como ela enxerga o mundo.
A protagonista cresce sob a inlfuência absoluta do pai com uma religião que frequentemente a desconecta de suas origens nigerianas e transforma praticamente tudo em pecado. Uma religião que veio para catequizar uma terra que não precisva ter sido catequizada.
A hipocrisia se instala na história quando percebemos que Eugene, ao mesmo tempo em que ajuda os menos favorecidos, e é dono de um dos jornais mais progressistas do país, matém sua família em uma redoma religiosa e tradicional, sufocando a liberdade individual de todos.
No entanto, Kambili e seu irmão, Jaja, têm a oportunidade de passar alguns dias na casa de sua tia Ifeoma, onde percebem que não precisam viver de forma tão rígida e que podem explorar diferentes caminhos para suas jornadas. Entendem que seguir cegamente os esinamentos de seu pai talvez não seja a única resposta.
A conexão com o cotidiano
Enquanto lia esse livro, precisei fazer várias pausas, pois muitos trechos me atingiam e me obrigavam a pensar sobre.
Uma dessas paradas foi quando percebi que, apesar de não ter sido criada em um lar católico como Kamibli e nunca ter vivido sob o fantismo religioso, ainda assim, deixei de fazer certas coisas por causa da minha religião que, olhando agora, eu não precisava ter desistido delas.
Além disso, essa leitura me fez pensar sobre o que seria do Brasil se não tivéssemos sido catequizados, se a história dos nossos povos originários não tivesse sido tão apagada… Talvez seríamos culturalmente mais ricos?
Também refleti sobre como o fantismo religioso pode destruir as pessoas aos poucos. Muitas vezes, elas se fehcam tanto dentro de sua fé que esquecem que existe um mundo fora da religião.
Essa leitura também me auxiliou a compreender melhor minha relação com Deus. Todas as vezes que Eugene via um problema no comportamento das crianças ou de sua esposa eu só conseguia pensar:
“Isso é loucura! Deus não se importaria com isso. Existem problemas muito mais sérios no mundo.”
Com o tempo, amadureci minha visão sobre o mundo e a minha fé, o que me levou a entender que não precisamos ser os salvadores do universo. Se fizermos nossa parte para sermos pessoas melhores, já estaremos cumprindo nossa parte com Deus.
Outro aspecto importante é que este livro apresenta um pouco da história da Nigéria, um país que não estamos acostumados a ver nos principais meios de comunicação. Ter uma outra perspectiva acerca deste país e conhEcer um pouco melhor sua cultura foi fascinante.
Resumindo, Hibisco Roxo é uma leitura excelente que vai levar qualquer um a pensar mais sobre si mesmo e a conhecer mais sobre a Nigéria.
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