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A moda em transição: quando o corpo real ocupa o centro da cena

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A diversidade de corpos conquistou espaço, e cada vez mais pessoas podem expressar sua identidade por meio da roupa, mesmo que o caminho ainda traga desafios.

Marilyn Monroe em cena do filme “O Pecado Mora ao Lado”, dirigido por Billy Wilder em 1956 – por guia folha são paulo

O padrão de beleza de hoje não é o mesmo de séculos atrás. Marilyn Moroe, por exemplo, era considerada uma mulher de tamanho maior, mas, sob a ótica atual poderia até ser vista como uma mulher “magra”. 

As três graças de Peter Paul Rubens, via Zeno.org

Esse exemplo ilustra como a moda e os ideiais de beleza são cíclicos. No renascimento, as figuras femininas mais admiradas tinham curvas acentuadas, associadas ao status social e à vida confortável da nobreza. Já nos anos 2000, o padrão era ter a barriga “sequinha” exaltada pelos famosos low rise jeans (jeans de cintura baixa), um padrão difícil de alcançar, mesmo entre modelos e celebridades.

Em 1996, na Califórnia, surgiu o The Body Positive Institute, uma comunidade criada para oferecer liberdade e acolhimento às pessoas que travavam uma luta constante com o próprio corpo diante das mensagens propagadas pela mídia. A partir disso, o movimento Body Positive ganhou força global, inspirando consumidores a exigirem das marcas mais representatividade e roupas que celebrassem diferentes corpos, sem abrir mão das tendências.

Foto de uma filial de SP, Via Fofa Fashion por Camila Cura.

Com isso, diversas empresas aumentarem suas numerações ou criaram linhas específicas para o público plus size, oferecendo novas possibilidades de estilo e autoexpressão. No Brasil, o Grupo Renner lançou a Ashua, marca que mantém o mesmo padrão de qualidade já reconhecido, mas voltada exclusivamente às mulheres plus size.

Ainda assim, há desafios. Uma da grandes reclamações das consumidoras desse nicho é o preço elevado das peças, muitas vezes disponíveis apenas online, o que dificulta a prova e a experiência completa de compra. Por isso, muitas optam por marcas como a Shein, que, apesar de  também vender apenas pela interntet, oferece maior variedade de tamanhos, estilos e preços mais acessiveis.

A diversidade de corpos conquistou espaço, e cada vez mais pessoas podem expressar sua identidade por meio da roupa, mesmo que o caminho ainda traga desafios. Que a moda siga evoluindo, abrindo espaço para que todos vistam o que desejam, e não apenas o que lhes cabe.

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Fontes:

O que é realmente moda plus size – CNN

Padrões de beleza ao longo da história – Dr. Fernando Rodrigues

A volta da magreza extrema – Creativenava 

A polêmica da tiktoker Gabriela Moura no Victoria’s Secret Fashion Show

The Body Positive

Body Positive: a importância do movimento e por que aderir

Rubens, Peter Paul: Die drei Grazien – Zeno.org


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