A diversidade de corpos conquistou espaço, e cada vez mais pessoas podem expressar sua identidade por meio da roupa, mesmo que o caminho ainda traga desafios.

O padrão de beleza de hoje não é o mesmo de séculos atrás. Marilyn Moroe, por exemplo, era considerada uma mulher de tamanho maior, mas, sob a ótica atual poderia até ser vista como uma mulher “magra”.

Esse exemplo ilustra como a moda e os ideiais de beleza são cíclicos. No renascimento, as figuras femininas mais admiradas tinham curvas acentuadas, associadas ao status social e à vida confortável da nobreza. Já nos anos 2000, o padrão era ter a barriga “sequinha” exaltada pelos famosos low rise jeans (jeans de cintura baixa), um padrão difícil de alcançar, mesmo entre modelos e celebridades.
Em 1996, na Califórnia, surgiu o The Body Positive Institute, uma comunidade criada para oferecer liberdade e acolhimento às pessoas que travavam uma luta constante com o próprio corpo diante das mensagens propagadas pela mídia. A partir disso, o movimento Body Positive ganhou força global, inspirando consumidores a exigirem das marcas mais representatividade e roupas que celebrassem diferentes corpos, sem abrir mão das tendências.

Com isso, diversas empresas aumentarem suas numerações ou criaram linhas específicas para o público plus size, oferecendo novas possibilidades de estilo e autoexpressão. No Brasil, o Grupo Renner lançou a Ashua, marca que mantém o mesmo padrão de qualidade já reconhecido, mas voltada exclusivamente às mulheres plus size.
Ainda assim, há desafios. Uma da grandes reclamações das consumidoras desse nicho é o preço elevado das peças, muitas vezes disponíveis apenas online, o que dificulta a prova e a experiência completa de compra. Por isso, muitas optam por marcas como a Shein, que, apesar de também vender apenas pela interntet, oferece maior variedade de tamanhos, estilos e preços mais acessiveis.
A diversidade de corpos conquistou espaço, e cada vez mais pessoas podem expressar sua identidade por meio da roupa, mesmo que o caminho ainda traga desafios. Que a moda siga evoluindo, abrindo espaço para que todos vistam o que desejam, e não apenas o que lhes cabe.
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Fontes:
O que é realmente moda plus size – CNN
Padrões de beleza ao longo da história – Dr. Fernando Rodrigues
A volta da magreza extrema – Creativenava
A polêmica da tiktoker Gabriela Moura no Victoria’s Secret Fashion Show
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